multifamily no brasil

O multifamily no Brasil já saiu do papel. A pergunta agora é: quem vai capturar a próxima fronteira de expansão fora de São Paulo?

O segmento multifamily — prédios inteiros projetados e operados profissionalmente para locação — deixou de ser uma tese de investimento para se consolidar como uma realidade de crescimento acelerado no país. Dados da SiiLA indicam que mais de 11,9 mil unidades foram entregues desde 2020, com São Paulo concentrando 77% desse estoque. O potencial de descentralização é enorme.

O que está impulsionando o setor:

→ A mudança demográfica é concreta. Dados do IBGE mostram que os lares unipessoais já representam 19,7% dos domicílios brasileiros — um contingente que prioriza praticidade, mobilidade e serviços inclusos no pacote de moradia.

→ O modelo “tropicalizado” brasileiro combina o melhor dos formatos internacionais: a previsibilidade de receita do built-to-rent com a flexibilidade de estadias curtas e a conveniência de serviços agregados.

→ A gestão profissional reduz a vacância, aumenta a previsibilidade de caixa e transforma o imóvel em um ativo com retorno mais previsível para o investidor.

Por que Santa Catarina e a Grande Florianópolis são o próximo vetor:

Com restrições geográficas na Ilha, um polo tecnológico em expansão que atrai profissionais de todo o Brasil e um déficit de oferta de moradias com serviço integrado, a região metropolitana de Florianópolis reúne as condições ideais para o salto do multifamily no Sul do país.

Empresas catarinenses como a Parkside já demonstram na prática que o modelo funciona — oferecendo imóveis prontos com gestão completa de locação na capital. E com o esgotamento de terrenos em bairros consolidados, a direção natural do crescimento aponta para São José, Biguaçu e o eixo continental, onde o custo de entrada ainda é inteligente e o potencial de valorização, expressivo.

A tese é clara: enquanto a oferta profissional de moradia por assinatura seguir concentrada em poucos mercados, quem estruturar operações multifamily nos vetores emergentes da Grande Florianópolis estará posicionado à frente do ciclo.


Fontes consultadas:

  • SiiLA.br — Dados sobre entregas de unidades multifamily no Brasil (2020–2025)
  • IBGE — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) — Domicílios unipessoais
  • G1 SC / Parkside — Cobertura sobre operação multifamily em Florianópolis
  • Sienge — Panorama do mercado imobiliário de Florianópolis e Santa Catarina (2025)
  • Clube FII — Cobertura sobre o mercado multifamily no Brasil