Entender as tendências do mercado imobiliário é o que separa quem investe com estratégia de quem age por impulso. Em 2026, o setor brasileiro atravessa um momento de maturidade técnica: não apenas sobrevive ao cenário macroeconômico, mas se reinventa por meio de transformações sociais e tecnológicas profundas. Neste guia, você vai conhecer as principais tendências do mercado imobiliário do ano e como aproveitá-las — com dados reais e fontes verificadas.

O cenário macroeconômico de 2026

Antes das tendências, o contexto. A Selic está em 14,00% ao ano (Banco Central), com expectativa de novo corte para 13,75% na reunião do Copom de setembro/2026. Esse patamar ainda elevado torna o custo do crédito o principal desafio para o comprador comum — mas abre oportunidades para quem sabe ler o ciclo.

O crédito imobiliário, porém, segue forte: a CBIC projeta R$ 375 bilhões em financiamento em 2026, e a Abecip estima crescimento de 25% no crédito imobiliário no ano, impulsionado pela ampliação do orçamento do FGTS (InfoMoney). O Conselho Curador do FGTS aprovou ainda um reforço de R$ 500 milhões no subsídio à habitação social (Poder360).

5 tendências do mercado imobiliário em 2026

1. Procura por condomínios multifuncionais

Os condomínios multifuncionais seguem em alta: integram imóveis residenciais e comerciais com áreas de lazer e convivência, reduzindo a necessidade de deslocamento e melhorando a qualidade de vida. Atraem tanto compradores quanto investidores — e a presença de investidores estrangeiros fortalece a tendência em regiões turísticas.

2. Tecnologia no processo de compra e venda

A tecnologia aprofunda sua presença no setor. Visitas virtuais, realidade aumentada e plataformas digitais de negociação já são realidade. O Drex, moeda digital do Banco Central, segue em fase de piloto — ainda sem cronograma oficial de lançamento, o que exige cautela com promessas de impacto imediato. O que já é concreto é a digitalização do crédito imobiliário e o uso crescente de dados e inteligência artificial na análise de risco.

3. Busca por soluções sustentáveis

A sustentabilidade deixou de ser diferencial e virou exigência. Energia solar, reaproveitamento hídrico e gestão inteligente de resíduos agregam valor real aos imóveis. A arquitetura verde e a construção 4.0 (com processos mais eficientes e menos desperdício) estão entre as tendências que redefinem o setor em 2026-2027.

4. Personalização e envelhecimento populacional

Com o envelhecimento da população, a acessibilidade virou prioridade. Rampas, elevadores com portas largas e projetos que atendem à mobilidade de idosos tornam os empreendimentos mais inclusivos — e mais valorizados. A consciência gerontológica orienta construtoras na criação de espaços adaptados.

5. Novos formatos: coliving, retrofit e cidades de 15 minutos

O coliving é uma das tendências mais fortes de 2026, especialmente nas grandes cidades: combina apartamentos privativos com áreas compartilhadas, atendendo a um público que prioriza praticidade e comunidade. O retrofit (reforma de imóveis antigos para novos usos) e o conceito de cidades de 15 minutos (tudo a poucos minutos de casa) completam o quadro de transformação urbana.

Outras tendências para ficar de olho

Além das acima, merecem atenção: proptech, aluguel por temporada, crowdfunding imobiliário, built to suit, mercado de luxo, FIIs (fundos imobiliários, vitais para a liquidez do residencial para renda) e o mercado internacional. Cada uma abre oportunidades e exige leitura própria do risco.

Como aproveitar as tendências na Grande Florianópolis

Em Santa Catarina — 2º maior mercado imobiliário do Brasil —, o eixo continental da Grande Florianópolis concentra várias dessas tendências: condomínios multifuncionais, sustentabilidade e acessibilidade em empreendimentos novos, além do potencial do coliving e do aluguel por temporada em regiões turísticas. A Imobiliária Biguaçu, com 40 anos de história, ajuda a traduzir essas tendências do mercado imobiliário em decisão concreta — conheça os imóveis disponíveis na região ou fale com um consultor.

Perguntas frequentes sobre tendências do mercado imobiliário

Qual a tendência mais forte em 2026? O coliving e os condomínios multifuncionais lideram, junto com a digitalização do crédito e a sustentabilidade como exigência.

A Selic alta impede investir? Não. O crédito imobiliário segue crescendo (R$ 375 bi projetados pela CBIC), e o ciclo de queda dos juros tende a destravar ainda mais demanda ao longo do ano.

O Drex vai mudar o mercado imobiliário? Ainda é cedo. O projeto segue em piloto no Banco Central, sem cronograma oficial — a digitalização do crédito e o uso de dados já são efeitos concretos.

Vale investir em imóveis sustentáveis? Sim. A maioria dos compradores prefere projetos integrados à natureza e está disposta a pagar mais por empreendimentos verdes.

Quer entender onde essas tendências geram retorno na prática? Fale com a Imobiliária Biguaçu e mapeie as oportunidades da Grande Florianópolis com quem vive o mercado local diariamente.


Fontes para validação 

  • Banco Central — Copom reduz a Selic para 14,00% a.a.: bcb.gov.br
  • InfoMoney — FGTS muda jogo e Abecip vê crédito imobiliário crescer 25% em 2026: infomoney.com.br
  • Poder360 — FGTS aprova reforço de R$ 500 milhões no subsídio habitacional: poder360.com.br
  • Banco Central — Piloto Drex: bcb.gov.br